domingo, 7 de abril de 2013

O porco desconstruído




O que se conhece por desconstrução da palavra é muito menos do que a realidade sabe. Mas vamos lá! dizer que é mais ou menos assim:


pega-se um perú ou um porco, retira-se todas as vísceras e deixa o interior limpinho. Depois, faz-se uma farofa com ingredientes totalmente artificiais, mas ao gosto do cozinheiro de olho nos degustadores, e entope-se o vazio. Ao olfato e ao paladar, esse recheio deve ser extrememente atraente, e ir ao encontro dos diversos paladares e refinamento olfativo. em O porco desconstruído.
A mesma receita para as palavras que todos nós conhecemos de tanto que são repetidas e, por conseguinte,  cristalizadas na  mente dos incautos,  até que não se reconheça mais o porco ou o perú, mas apenas o seu recheio, seja qual for a sua composição.

Em princípio, Derrida, o criador da desconstrução,  dizia que não seria possível transformar a descontrução em método, em texto, mas ele enganou-se  ou foi enganado.

Mudar o sentido denotativo das palavras é fundamental para organizar e padronizar a linguagem para todas as pessoas, ou seja, todo mundo usando as mesmas palavras, só que, as palavras passam a ter significado apena conotativos tal qual o porco conhecido apenas pelo recheio adjetivado ( porco à (moda)por  pururuca, por exemplo ). O porco deixa de ser a parte central e o ingrediente é o siginificado atraente. Todos falando e escrevendo pelas conotações das palavras e não mais pelas denotações.

Desta maneira os ignorantes ( desconhecedores ) e incautos, vão servindo de mula e repassando para outros incautos, reverberando os objetivos das esquerdas.

Também, desta maneira do porco recheado, foi que surgiram inúmeras palavras que dá ao falante ou escrevente, a "impressão de estar falando bonito" a falsa impressão de estar se parecendo pessoa politizada e 'consciente". Não duvide-se, pensam-se mesmo ser um intelectual.

Se os exemplos acima não foram suficientes para esclarecer, vejamos este outro:

toma-se uma palavra e a recobre com camadas de significados outros. Bem adoçadas, bem decoradas com sabores — valores  — opostos, para que o núcleo original  — o vocábulo no seu sentido denotativo — seja esquecido ou rejeitado. Modifiquem-se os livros, os dicionários.







Depois voltamos.




3 comentários:

DominioFeminino disse...

Prezados leitores, devido a problemas de ordem técnica do próprio Blogger não conseguimos fazer a correção que se faz necessária no texto do primeiro parágrafo. Deixamos aqui o parágrafo com a devida correção: pega-se um perú ou um porco, retira-se todas as vísceras e deixa o interior limpinho. Depois, faz-se uma farofa com ingredientes totalmente artificiais, mas ao gosto do cozinheiro de olho nos degustadores, e entope-se o vazio. Ao olfato e ao paladar, esse recheio deve ser extrememente atraente, e ir ao encontro dos diversos paladares e refinamento olfativo.

Evelyn Mayer de Almeida disse...

É... o povo age como papagaio-de-pirata. Se quer pensam sobre o que falam. Não existe um filtro entre o cérebro e a língua. E se acham o máximo por isso.

Sara disse...
Este comentário foi removido pelo autor.